NEABI
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas
O NEABI – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) é um espaço de articulação entre ensino, pesquisa e extensão, alinhado às políticas de promoção da igualdade étnico-racial. Sua missão é inserir a instituição no centro das práticas educacionais antirracistas, contribuindo para a construção de currículos e metodologias comprometidos com uma educação de qualidade, igualitária e plural.
O núcleo busca integrar diferentes perspectivas e áreas do conhecimento por meio de práticas artísticas e pedagógicas que promovem o diálogo intercultural. Assim, fortalece ideias e concepções que contribuem para a valorização de saberes historicamente silenciados e discriminados.
Sob a coordenação da artista-pesquisadora profa. Me Solange Ferreira, o NEABI conta com a participação ativa de um coletivo diverso e engajado, formado por Silvani Moreno, Clayton Nascimento, Alexandra Ucanda, Antônia Pinheiro, Hauane Onias, Jamile Guedes, José Estevam, Kenan Bernardes e Roniel Paz.
Inspirado pelo pensamento coletivo da ESCH, o núcleo realiza ações periódicas como o “Letramento Racial”, voltado para docentes, coordenações, equipe administrativa, colaboradores e estudantes. Outro destaque é a iniciativa “Poéticas Pretas”, realizada em 2023 e 2024, que propôs encontros de partilha, afirmação de identidade e valorização de produções afrocentradas, promovendo conscientização e enfrentamento do racismo estrutural e institucional — responsabilidade de toda a sociedade, e não apenas da população negra.
Em 2025, a proposta se expande com Poéticas Pretas e Originárias, aprofundando os estudos e práticas em torno dos saberes indígenas. Esta ampliação reafirma o compromisso da instituição com a equidade e a inclusão, por meio de ações afirmativas que respondam às demandas dos povos originários e afrodescendentes.
O NEABI atua a partir de potências poéticas decoloniais, que narram suas próprias histórias, afirmam identidades e provocam o surgimento de novas narrativas, mais plurais e representativas. São práticas que mobilizam saberes pluriepistêmicos e contribuem para a construção de uma educação sensível, reflexiva e verdadeiramente transformadora.
Integrantes