6, maio, 2026

Luís Alberto de Abreu revisita memórias do teatro e lança coletânea no Célia Helena

Referência na dramaturgia e na arte-educação brasileira, o autor lança coletânea em que resgata a efervescência cultural do ABC paulista.

No dia 26 de maio, a Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) promove um encontro entre criação e memória ao receber o dramaturgo e roteirista Luís Alberto de Abreu.

A programação reúne palestra e lançamento editorial, propondo uma reflexão sobre o papel do teatro na construção do imaginário coletivo e na preservação das experiências culturais brasileiras.

O evento terá início com a palestra "A função mítica do ator", voltada a estudantes do Célia Helena e convidados, na qual Abreu discute o papel do artista no imaginário social. Em seguida, haverá o lançamento de seu novo livro, Viva o teatro! e outras crônicas, publicado pela editora Alpharrabio.


Palestra "A função mítica do ator"

  • 19h às 20h30

  • Público: estudantes do Célia Helena e convidados.

Lançamento do livro Viva o teatro! e outras crônicas

  • 20h30 às 22h30

  • Aberto ao público em geral.

Local: Escola superior de artes Célia Helena (ESCH), Av. São Gabriel, 462, Itaim Bibi, São Paulo (SP)


A função mítica do ator

Propondo um mergulho nas origens da atuação, em diálogo com os estudantes e convidados, o dramaturgo irá discutir como o artista em geral e o ator, em particular, são reconhecidos na mitologia e o papel que desempenham dentro dos grupos sociais.


Sobre a obra: Viva o teatro! e outras crônicas

O livro reúne 40 textos selecionados de um acervo de cerca de 135 crônicas escritas semanalmente por Abreu para o jornal Diário do Grande ABC entre 1995 e 1997. Os textos descortinam um panorama de florescimento cultural na região do ABC Paulista, impulsionado por movimentos sindicais, políticos e pela democratização do acesso à arte vividos no período.

A obra se organiza em quatro blocos temáticos que exploram o pensamento do autor sobre arte, cultura, processos criativos e a importância da preservação da memória. O lançamento encerra uma trilogia iniciada há 25 anos pela editora Alpharrabio, com A vida crônica (1999) e As artes do ofício: um olhar sobre o ABC (2000), ambos escritos pela poeta e gestora cultural Dalila Teles Veras.

Trajetória do autor

Nascido em São Bernardo do Campo (SP) em 1952, Luís Alberto de Abreu é uma figura central na pedagogia teatral e cinematográfica brasileira. Com passagens marcantes pela Escola Livre de Teatro e idealizador da Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André, sua trajetória se entretece aos movimentos que transformaram o ABC em um polo de referência intelectual e artística entre os anos 1980 e 90.

Com formação enraizada no teatro amador que florescia nos anos 1960 e 70 em todo o ABC, Abreu integrou diversos movimentos nascentes na região: em Santo André, atuou como docente de dramaturgia da primeira turma da Escola Livre de Teatro em Santo André, onde permaneceu até meados da década de 2000; idealizou e colocou em ação a Escola Livre de Cinema. Também responsável pela criação e orientação um Núcleo de Dramaturgia regional, além de ministrar cursos e oficinas em espaços públicos e privados. Abreu é também reconhecido por seus roteiros para audiovisual. No cinema, destacou-se com Kenoma, de 1998, e Narradores de Javé, de 2000, escritos em parceria com a diretora Eliane Caffé. Na Rede Globo, foi co-roteirista das microsséries Hoje é dia de Maria, de 2005, A pedra do reino, de 2006, e Capitu, de 2008, além de escrever de Histórias de Alexandre, em 2013 e colaborar em 2016 no roteiro da novela Velho Chico.